sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SUN MEDALLION

É como se não tivéssemos aprendido nada com os contos infantis. O quê quer nos dizer os grãos deixados por João e Maria durante o caminho natureza a fora? Muita coisa é claro, mas quero atinar para o fato das pistas. 

Os grãos como pistas, peças separadas que juntas indicarão o caminho para casa, para a identidade social. Também com uma educação ortopédica a que fomos submetidos todas às fabulas tornam-se meros artefatos infantis e os mais espertos sabem que não e levam algumas dessas potencias para fase adulta.

Assim como os doces da casa da “bruxa” as drogas nos conectam com a percepção das metades que compõem um todo. Tudo são pistas, pedaços de espelhos que simulam uma realidade límpida... Nem tanto por causa da sua forma assimétrica. Um truque do espelho para que não vejamos as partes, uma forma de fazer-nos enxergar no escuro, de fazer-nos enxergar apenas quando fechamos os olhos, tipo fazer um cego enxergar, essas coisas da Religião.

É incontestável que a abertura dessa percepção para a sociedade moderna surgiu com o advento do LSD na metade do século XX. Depois de 50 anos de Psicanálise e sua potencia bélica é chegado à hora da sociedade mexer o corpo e deixar os demônios saírem, liberando os sentimentos aprisionados. A clínica ganhava as ruas na experimentação do Deus que dança e libera todas as potencias do corpo atingindo a cura mental na liberação das amarras maquínicas da academia ortopédica do pedagogo Daniel Gottlieb Moritz Schreber. Psicanálise ortopédica a aplicar uma correção mental no corpo – análise psicopédica das duas grandes guerras mundial.

Só aqui no Brasil mesmo que a Psicanálise ainda tem tamanha importância devido a Ditadura, levando pessoas de vanguarda parecer cordeirinhos a superinflacioná-la. O fato é que com o advento do LSD as portas da percepção se abriram e as metades forma reveladas, no entanto como todos os segredos guardados a sete chaves, todos o admiraram, alguns o imitaram, mas poucos o entenderam. Dos poucos que entenderam viraram peças para que gerações vindouras pudessem perpetuar as portas da percepção e a criatividade fluísse para a beleza da natureza. Porém não estávamos preparados para uma epidemia mundial que acabou por enfraquecer as cabeças do mundo ao colocar o medo em seus corações através de uma transmissão global lacaniana que infectou o inconsciente da humanidade com sua bélica linguagem psicanalítica imagética propagada pelas antenas de TV.


Os “satélites do ódio” mantem as suas frequências a devastar o mundo num apocalipse sublime cuja transparência o mal coexiste. Vemos zumbis por toda parte a produzir/consumir carne em putrefação como reflexo de uma arte morta – escatologia global é a palavra de ordem parecendo que o mundo deve acabar porque poucos suportam a percepção do infinito existencial.


Dizem que o bom e velho rock’n’roll morreu, mas o que morreu mesmo foi a capacidade de viver a vida em outra transmissão que tem as partes como concepção de um todo. Uma transmissão pirata que cura as fracas cabeças com a eliminação do medo nos corações através do amor contido nas partes. Uma verdadeira afrodisia na percepção do perfume das flores, na sua geometria e psicodelia a nos dizer que a morte não existe.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

IMAGINAÇÃO ATIVA

Na percepção holográfica que se constitui o universo a matéria nada mais é do que um reflexo da imaginação. Dessa forma toda a matéria está submetida à observação do observador que passa a moldar a realidade a sua frente a partir do que ele imagina como realidade. A força imagética da TV propagando um mundo de discórdia interfere diretamente na observação do observador que passa a moldar a realidade de acordo com as informações/imagens que circulam no mass media implodindo o mundo numa realidade virtual simulada a partir do que se quer vincular como verdade através da informação. Daí a concepção de um mundo contaminado e completamente devastado pela informação que manipula a realidade do observador que agora se encontra no limiar da destruição por depender do ponto de vista de uma máquina de simulação imagética cinematográfica que a qualquer momento pode parar de funcionar. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

GUERRA MUNDIAL Z


Um dos melhores filmes do gênero com uma superprodução incrível com direito ao protagonista sobrevier a queda de um avião. Nesse thriller os zumbis são avassaladores como avalanches de informações que saem tomando tudo que veem pela frente atraídos pelo ruído, pela propagação possível de informação onde nada resiste a sua transmissão, a sua contaminação, nem mesmo um imenso muro que protege a iluminada cidade de Israel. Não se sabe a origem desse mal, de onde partiu a primeira transmissão contagiosa que globalizou o mundo. Mas ao menos agora sabemos que ela se alimenta de inocentes, de pessoas completamente saudáveis de (des)informação. Para aqueles que já sofrem de algum mal entendido comunicacional e sobreviveram de alguma forma, resta às sequelas de um corpo doente, ligado, plugado na informação, como camuflagem que reluz a esperança de uma cura da manipulação psicológica de uma civilização tecnológica altamente destrutiva cuja força advém da sua própria criação. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TRANSMISSÃO PIRATA/SATÉLITE DO AMOR

Há muito se tem feito filmes acerca de uma epidemia mundial que transforma a população do mundo todo em zumbis. Enquanto à maioria dos filmes do gênero propagam um vírus letal como pista falsa que contagia toda a humanidade em questões de segundos, recentemente alguns desses filmes (Dário dos Mortos) começaram a relacionar esse fenômeno à alienação da massa populacional através da linguagem das imagens das antenas de TV.

O mais recente (Antissocial, 2013) aborda as “redes sociais” como ponto de contágio revelando a virtualidade viral desse fenômeno de massa chamado Zumbi. A protagonista Alice da franquia “Residente Evil” não se contamina simplesmente porque conseguiu imunidade às informações subliminares advindas da linguagem das imagens de TV, sendo então o protótipo principal da corporação Umbrella para chegarem a uma cura livrando eles mesmo da contaminação. 

Não é por acaso que Gerry Lane (Brad Pitt) de "Guerra Mundial Z" se infiltra como um Jornalista a pedido da ONU para investigar a causa do contágio viral que está a devastar o mundo. O vírus existe, mas ele é virtualmente propagado pelos noticiários de TV e suas reportagens cujo Jornalista é apenas mais um condutor apocalíptico a migrar o vírus pelos continentes através das informações via satélite.

Estaria Lou Reed a criticar as redes de comunicação na sua canção "Satélite do Amor" como transmissão pirata numa linha de fuga aos "satélites do ódio" da informação midiática que propaga a destruição mundial como contágio viral?

De certo é que vivemos num mundo globalizado onde as (des)informações circulam em velocidade máxima a contaminar toda a população com sua linguagem imagética propagadas pelas antenas de TV, com objetivo de manter o poder do mundo nas mãos de uma única nação que domine os meios de contaminação.

Para essa epidemia não existe cura e estamos todos infectados há não ser que você seja imune as tais (des)informações ou consiga viver sem elas se desconectando das suas transmissões através de um “corpo sem órgãos”. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

MANGUE TOWN

"A cidade não para, a cidade só cresce, o de cima sobe e o de baixo desce."

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CICLOTRON IRAJÁ DESVELA A AFROCIBERDELIA

Por Antonio Nelson*

Estar desperto para a percepção afrodisíaca, cibernética e psicodélica da Natureza. Afrociberdelia! A sedução do perfume das flores, a exuberância da fauna e a flora... Arte e ciência comunicam-se no caos urbano. Com formação em psicologia, Ciclotron Irajá – o ciclope urbano -, a partir da filosofia e da esquizoanálise mostra como Chico Science enxergou os “caboclos de lança” como criaturas vindas das estrelas com seus aparatos tecnológicos e psicodélicos, fundindo ritmos da cultura popular com o rock elétrico e a música eletrônica numa verdadeira Afrociberdelia, com os “ritmos populares” a exalar afrodisia, o “rock elétrico” que produz cibernética e a “música eletrônica” na distribuição psicodélica, afirma Ciclotron.

Ciclotron já esposara seu trabalho fotográfico - Afrociberdelia Simétrica - na Galeria Tereza Costa Rêgo do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Olinda. A duplicação de imagens simétricas no Corel Draw, com uma singela câmera Cyber-shot, ele convida para aguçarmos os sentidos. Confira a entrevista exclusiva!

http://textosaovento.blogspot.com.br/2014/01/ciclotron-iraja-desvela-afrociberdelia.html?spref=fb

Antonio Nelson - Qual o conceito de Afrociberdelia e em que se fundamenta?

Ciclotron Irajá – Afrociberdelia é a percepção afrodisíaca, cibernética e psicodélica da Natureza. Tal percepção aproxima Natureza de Cultura uma vez que ambas são máquinas a produzir desejo. O perfume das flores seduz os insetos que são como máquinas voadoras a produzirem a fauna e a flora mantendo a Natureza sempre exuberante. Os padrões geométricos das flores e sua comunicação com os insetos nos conduzem a uma percepção matemática e cibernética da Natureza enquanto máquinas que produzem um ecossistema. A psicodelia fica por conta das replicações infinitas de tais padrões geométricos em forma de flores num arbusto ou por todo o ecossistema.
Antonio Nelson – Há os que pensam que o Chico Science ficou restrito à África?

Ciclotron Irajá – Por conta dos batuques dos tambores africanos dos maracatus introduzidos numa banda de rock por Chico Science & Nação Zumbi, muitas pessoas confundiram o “afro” de “Afrociberdelia” com afro-descendência, limitando o conceito universal ao continente Africano. Quando na verdade “Afrociberdelia” significa a percepção eletrônica da Natureza. Daí a sacação de Chico ao enxergar os “caboclos de lança” como criaturas vindas das estrelas com seus aparatos tecnológicos e psicodélicos, fundindo ritmos da cultura popular com o rock elétrico e a música eletrônica numa verdadeira Afrociberdelia, com os “ritmos populares” a exalar afrodisia, o “rock elétrico” a produzir cibernética e a “música eletrônica” a distribuir psicodelia.

Antonio Nelson – Quais as contribuições que o Chico Science deixou para o mundo contemporâneo?

Ciclotron Irajá – A percepção eletrônica da Natureza que rompe com a linha do tempo entre passado e futuro, conectando-nos em um presente que sempre foi tecnológico, como os “deuses astronautas” de Von Daniken, tendo na imagem dos “caboclos de lança”, dos maracatus rurais, sua melhor representação cujo símbolo máximo trás a primavera, a geometria das flores, nos dentes.

Antonio Nelson – A Filosofia é um dos caminhos para a compreensão da Afrociberdelia?

Ciclotron Irajá – A Afrociberdelia é um dos caminhos para a compreensão da filosofia. Quando se junta natureza, geometria e transcendência, você passa a entender a filosofia. Os maiores filósofos eram matemáticos.

Antonio Nelson – Mas a Filosofia precede a Afrociberdelia!

Ciclotron Irajá – A Filosofia precede o conceito “afrociberdelia”, mas não a percepção matemática e psicodélica da Natureza afrodisíaca. Esses elementos sempre estiveram aí muito antes de enxergarem e começarem a falar sobre eles.

Antonio Nelson – Você testemunhou o surgimento do Mangue Beat no Recife. Quais pontos fundamentais você destaca da época? A geração captou a Afrociberdelia? Qual tua análise contemporânea?

Ciclotron Irajá – Quem sacou na época a Afrociberdelia de Chico foi o tal do Gilberto Gil que logo o apadrinhou com sua varinha de condão. Maravilha, porque a partir dai todas as portas se abriram para a banda, mas sua morte prematura deixou um vazio tremendo no que diz respeito a originalidade musical. Toda criatividade tem uma filosofia como base. Onde está a filosofia na contemporaneidade recifense? No Candomblé? É. Viva Exu!

Não sou crítico de música, sou um filósofo que viu na Natureza sua afrodisia cibernética e psicodélica fazendo-me aproximar das ideias que Chico propagou. Filosofia essa que se encontra nas bases da religião Africana trazida pelos escravos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014