quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

LAUSSA QUER DINHEIRO.......

https://soundcloud.com/djincidental-tapes/a-laussa-queh-dinheiro

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CYBERPUNK

O testemunho e a comunicação dos acontecimentos sociais sempre foram às armas para se governar uma sociedade, afinal somos seres de conhecimentos. Quando Foucault analisa o Panóptico como uma estrutura concreta de vigilância do comportamento de uma sociedade e absorção de conhecimento sobre a mesma, logo imaginamos o mito da “caverna” de Platão caindo sobre nossas cabeças. Mas os governantes foram mais além da estrutura “real” e criaram uma “virtual” através das testemunhas. Inventaram então para isso “a polícia para vigiar e as ciências humanas para corrigir” (Foucault - A Verdade e as Formas Jurídicas), obtendo as informações e conhecimentos necessários para não apenas brincar de casinhas, mas modelar uma sociedade global.

Depois veio Freud com a sua teoria do desejo no momento exato em que as massas se estabeleciam como cultura global capitalista. A descoberta do inconsciente por Freud fez surgir uma máquina assassina chamada propaganda como ferramenta de invenção social uma vez que as massas não faziam ideia do que eram em relação a si mesmas e ao capital. Com o advento da TV a tecnologia da informação passou a interferir biologicamente na sociedade criando um inconsciente coletivo através da difusão de imagens televisivas como linguagem social. Uma espécie de “implosão nuclear” que nos sugou para dentro da TV (Baudrillard - Simulacros e Simulação).

Quando a guerra espacial ganha altitude e a tecnologia da comunicação domina o mundo, é chegada a hora de liberar as drogas e ver o que os “ratos de laboratórios” numa “Califórnia Dream” conseguiriam fazer com o lixo tecnológico da época. Então surge o “Vale do Cilício” e uma nova era tecnológica dava início com o manejo social das novas ferramentas comunicacionais criadas pelos garotos prodígios da Califórnia.... Para logo em seguida trabalhar para o controle do Estado e suas (des)informações.
A força da psicanálise nas estruturas do capitalismo através da psiquiatria discernindo quem é “louco” e quem é “normal” confere ao Estado o estatuto de "verdade" legando para os seus “contestadores” o estatuto de loucos. Dai se faz necessário que o próprio social, que criou essa nova tecnologia, se utilize dela para obter provas contra o Estado escapando ao estigma de “loucos” por contestar e mostrar a “verdade” simulada pelos meios de comunicação – os Cyberpunks!


Com os “Cyberpunks” fica claro a análise lacaniana acerca de um inconsciente social que “se estrutura tal qual a linguagem” das imagens de TV (complementando-o). Sendo preciso criar uma rede Pirata onde circule as verdadeiras informações. Entendem porque a Pirataria é um problema para o Estado? A revolução então se encontra na capacidade de decodificar os códigos impostos pelas informações que circulam nos meios de comunicação, enxergar a grande “simulação” e em seguida analisar seus “simulacros”, nesse sentido podemos ampliar nossa percepção e estreitar o abismo que separa Cultura de Natureza.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PEDRA FILOSOFAL

De que serve os olhos sem o cérebro?
Perceba o todo depois as partes.
O "vetor" aponta na direção da ordem.
Do todo ao fractal.
A força está contida no interior.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MÁQUINA CELIBATÁRIA

ADAM KADMON
A máquina desejante sucumbe no caos das verdades efêmeras da circulação de informações. Perde o objeto de desejo e lança-se desesperadamente no mundo. Na verdade ela nunca perdera o objeto de desejo uma vez que nunca o obteve de verdade. Todas as suas conquistas foram apenas ensaios do que imaginava está vivendo. Fluxo de esperma, gozo desenfreado, linha de fuga perigosa... Uma questão de corpo sem órgãos. Percepção invertida da lógica natural. Puro capitalismo injetado na veia. E para não consumir: sexo, muito sexo. Liberdade na lubrificação desejante da simulação do capital lacaniano. Lógica natural invertida por se tratar de uma falsa liberdade representada pelo prazer. Sinto de castidade onde tudo é sexualmente psicanalisado. Mas, eis que o sol brilha novamente, trazendo o artista, o brincante, o lúdico. Antídoto para todas as trevas. A “lógica do sentido” é abrir conexões entre mente e corpo. Pensamentos são chaves virtuais de abertura corporal – esse é o jogo. Assim, o que acontece quando o pensamento impõe ao corpo a sua lógica natural e freia o fluxo de esperma capital? Liberta o corpo do movimento a que estava habituado. Toda sublimação é celibatária. A criação demanda equilíbrio de forças onde o celibato torna-se necessário. Estou a falar da pedra filosofal. Canalização de energia. Movimento contrário ao do capitalismo que trabalha com dispersão. Como é fácil perceber a destruição de nossa civilização cujo caminho é contrário a natureza. Uma vez que o corpo se acostuma com os desejos de simulação do capital lacaniano, torna-se complicado deixar os vícios. É preciso muita lógica de sentido para seguir viajem sem cair nos “buracos-negros/muros-brancos” que circulam nas redes midiáticas de tecnologia limpa. A máquina desejante aos poucos vai sentindo a desoxidação de suas engrenagens virtuais. Entra num estado de meditação profunda, intui organizar seu corpo como forma de equilibrar o mundo fora de si. Torna-se agora uma máquina abstrata, cuja abstração tem a função de interferi na simulação platônico-lacaniana. Ciclotron: a máquina abstrata de criação do corpo sem órgãos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

MEIAS VERDADES

H.D.
A verdade é sempre meia-verdade???

Ciclotron

Não! Foucault, em “a verdade e as formas jurídicas”, vai pro "símbolo grego" para nos falar do "jogo das metades" com suas ferramentas de saber e poder. O poder governa mostrando ao povo apenas uma metade do símbolo. A outra metade é de conhecimento apenas do poder. Nesse sentido o poder governa com "meia verdade". Mas existe a verdade que está no símbolo completo. Todo mito do herói é baseado na descoberta da outra metade do símbolo. A descoberta do símbolo, com suas duas metades completas, confere poder ao herói de libertar pessoas da "meia verdade" do poder. No entanto a teoria da relatividade de Einstein quebrou o símbolo do poder em mil pedaços. Essa quebra acabou dificultando qualquer pessoa de se tornar herói. Daí o fenômeno atual de heróis nos cinemas: projeção daquilo que vc não pode ser mais. Pode até ser, mas terá que ser bastante esperto em juntar pedaços e saber encaixá-los com precisão, atingindo a verdade e não mais sendo enganado pelas “meias verdades”. “Saber é poder”!