sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

PARA UMA FILOSOFIA DO AGORA

 É com felicidade que venho informar o "crepúsculo dos ídolos" Deleuze & Guattari. Sabemos da importância de figuras inteligentes na nossa busca pelo caminho até a verdade e dessa forma o que serve ou o que serviu durante nossa caminhada até o presente momento.

Quando uma determinada teoria filosófica já não mais corresponde a nossa prática, fazendo-nos correr ao invés de caminhar ou pararmos, é chegado o momento de uma nova visão vir ao nosso encontro. E para isso é preciso parar tudo o que estamos fazendo e prestar atenção no "som ao redor", afinal o "esquizo" viaja sentado.

Enquanto achava que a Esquizoanálise havia tomado um rumo completamente oposto do que seus autores tinham proposto após analisar as escolas que se seguiram, finalmente percebi que eu havia ido mais além e me encontrava totalmente fora do contexto dos demais esquizoanalistas.

O "limite" se encontra exatamente no conceito materialista de que somos "máquinas" cujo "desejo" nos animam a percebermo-nos como "humanos". -- Resquícios da formação cartesiana de Guattari como médico que encontrou em Deleuze uma mente "anti-psicanalítica" investigada nos seus estudos sobre "Lógica do Sentido" e "Diferença e Repetição" como forma de iniciar seu "Movimento Anti-Manicomial", que diga-se de passagem foi e continua sendo um fracasso.

Por um tempo isso tudo foi bom..... As "máquinas desejantes" de Deleuze & Guattari puderam "respirar" mesmo que com o artifício do cigarro..... Puderam se sentir livres nos artifícios da multiplicidade dos gêneros e a "teoria dos buracos" com seu "Ânus Solar", sendo os próprios uma referencia de homossexualidade possível de se viver em sociedade.....

Mas tudo não passou de "artifícios" e as "máquinas desejantes" voltaram a encontrar Édipo na percepção recalcada da efemeridade dos prazeres e sua "Diferença e Repetição" tendo a "sensualidade" como expressão da liberdade experienciadas através da exploração dos cincos sentidos do corpo material. Toda uma "multiplicidade" se fez brotar como "desejo" de liberdade cuja produção artística se faz presente como "Lógica do Sentido" da realidade material.

E a existência da realidade espiritual, para onde foi? Para onde foi essa realidade "grosseira" que faz "pesar" toda a experiência esquizofrênica? Parece ter sido comprimida nos prazeres do corpo e sua superfície porosa, esburacada. Provavelmente era nesse sentido que Deleuze não cortava nunca suas unhas e não deixava seu cigarro, que era pra manter o desejo "ligado" no "tempo" da sua "máquina" biológica.

Que "tempo" é esse? O "tempo psicológico" dos desejos efêmeros..... Vai mais uma cutucada aí? Na efemeridade do "tempo psicológico" das "máquinas desejantes" e seu "Erotismo" múltiplo, a morte é inevitável e Édipo mais uma vez salta aos olhos restando o suicídio como negação suprema da morte na continuidade do tempo de um além mundo....

Chegamos então ao fim de mais uma jornada filosófica na descoberta dos erros da Esquizoanálise. Erros esses que nos conduziram de volta ao caminho da verdade com a percepção do "além mundo" contido "neste mundo" através do "Bhagavad-gitã" nos textos dos Vedas dos Yogis imortais da Índia.

Para derrotar Édipo só mesmo um "super-homem" cuja "filosofia do futuro" se faz no "agora" que nunca acaba.

Namastê 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DÍVIDA_INFINITA_DA_MATÉRIA

Pague sua dívida infinita com a matéria e tente se livrar da morte.... Sendo o Capitalismo uma representação social da dívida material quanto a nossa duração no tempo da matéria, claro que a pagaremos uma vez que não queremos morrer. Pagaremos quanto for preciso para as igrejas na tentativa de encontrar um lugar fora desse tempo atingindo a paz de Deus. Mas e se a morte for uma ilusão e não existir dívida alguma já que a própria matéria é uma ilusão criada pelo oceano espiritual do cosmos? Surge então aquela sensação de que toda a matéria não me pertence mais como propriedade privada já que se trata de uma ilusão e a ideia de um Socialismo autêntico salta aos olhos..........