quinta-feira, 23 de junho de 2016

O ALQUIMISTA

Durante toda metade do século XX se tratou a homossexualidade com PSICANÁLISE. A "revolução de 68" dos estudantes na França demonstrava já os primeiros gritos de indignação com a Psicanálise e sua repressão sexual neurótica através da castração. Tanto é que "O Anti-Édipo" vai surgir logo em seguida denunciando a Psicanálise como máquina de repressão instalada por todos os cantos das instituições de ensino, formatando nossa educação.

Em "a função do orgasmo" Reich já não vai mais considerar a homossexualidade como uma doença, mas uma alternativa neurótica do gozo. Sou castrado por "papai" então me torno homossexual como forma de escoar a energia orgástica pelo órgão anal. Que a meu ver seria esse o fator X da Esquizofrenia - não ter um canal de escoamento da energia orgástica. Vocês lembram em “Análise do Caráter” no capítulo “XV - A cisão esquizofrênica” onde ele analisa um caso de esquizofrenia numa garota que acaba confessando sua homossexualidade? Mesmo que o caminho para a saída da “caverna” seja proibido é preciso ir lá ver com os próprios olhos aonde ele vai dar. Vejam que maravilha, levou à CURA da neurose e principalmente da esquizofrenia.

Por isso o livro se chama "O Anti-Édipo - capitalismo e esquizofrenia", Deleuze & Guattari consideram dois tipos de esquizofrenia: a que adoeceu mentalmente por não conseguir chegar do outro lado proibido do gozo alternativo e a que ultrapassou sem sequelas e vive saudável e produtivo para o capitalismo, que àquela altura já avançava para uma nova fase de liberação dos "desejos" como engrenagem produtiva do capital virtual “via satélite” e suas imagens de TV.

O fato é que essa experiência homossexual remete ao princípio da Alquimia que seria onde a pessoa encontraria sua outra metade oposta: no caso do homem uma mulher (sua anima) e no caso da mulher um homem (seu ânimus). A homossexualidade se caracteriza pelo encontro dos opostos rumo à transcendência das pulsões sexuais no ser Andrógino (ver Platão), o ser sem "couraça", sem energia recalcada, princípio dos curandeiros e magos desse mundo.


Mas o que assistimos como “revolução sexual” não passou de um programa criado pelo “Big Brother” dono do capital virtual. Liberou os “desejos”, mas não antes de vinculá-los a produção do capital, ou seja, o capitalismo não estava mais preocupado com a “reprodução” no sentido de criar “as massas” uma vez que já haviam feito isso com muita “educação psicanalítica” era chegada à hora das “massas” consumirem seus “desejos” independentes dos gêneros. Pior, começou a produzir gêneros como se fabricam shampoos ao ponto de termos uma classificação para eles – LGBT. Que agora é LGBTQ e a lista só tá aumentando.


Vocês percebem qual é o jogo da vida? Encontrem os seus caminhos, suas saídas, não importa o que pensem a seu respeito. O empirismo é a sua arma, experimentem mais na vida e construam seus legados. Isso é o que chamam de “ética” ou “cuidado de si” na Grécia antiga.

domingo, 19 de junho de 2016

ESPELHO_MÁGICO

Além de proporcionar experiências de vidência, o exercício com o espelho mágico desenvolve a capacidade de PROJEÇÃO DA VONTADE por meio do olhar. O olhar fixo canaliza, direciona um pensamento, uma vontade, do operador em relação a um receptor. Trata-se de um fenômeno denominado FASCINAÇÃO. Na fascinação, o olho do fascinado é o espelho e olhar-pensamento do fascinador é a LUZ. O fascinado RECEBE impulsos emanados do olho do fascinador. A utilização dos olhos-olhar como instrumentos de fascinação são parte de um processo mais amplo: a magnetização ou gerencia de
fluxos magnéticos. Pode=se "imantar" algo ou a si mesmo, situação de absorção, condensação e concentração de energia; ou pode ser o caro de irradiar, transmitir, enviar energia. O magnetizador é um acumulador de prana ou ENERGIA VITAL, força transutilitária pois serve a diferentes operações. Destas, destacam-se as curas de enfermidades, a repulsão metafísica de inimigos, a reversão de situações negativas.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

NOMADOLOGIA

Nós nascemos livres e precisamos apenas de uma educação nesse sentido para desenvolvermos uma sociedade sem "Estado". A questão é que ao nascermos ainda somos frágeis, dependentes e precisamos de cuidados e não de "couraças" como formação de nosso caráter. Diante de nossa fragilidade surge o "Estado" para se apropriar da nossa força de produção criativa (mais valia) fazendo surgir as "couraças", no entanto ela (a couraça) é um artifício desse modelo social que em oposição a ele surge a "Arte da Guerra". Deleuze & Guattari irão tratar desse assunto no platô - Tratado de Nomadologia: A Máquina de Guerra. Eles trazem o "nomadismo" como uma ciência única que tem como princípio a liberdade da nossa força criativa em prol de todos da sociedade cujo sentido da "guerra" é evitar o surgimento do "Estado". A liberdade existe como modelo social e nada tem a ver com "Anarquia". Mais uma vez: existe vida fora da caverna, existe "caráter" sem couraças, existe sociedade sem Estado, é apenas uma questão de investigação para se chegar à luz do sol.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O FIM DA METAPSICOLOGIA

Gosto do Freud pesquisador e inteligente, mas minha análise é de uma perspectiva mais global. Olhando com a luneta do Ciclotron vejo a fundamentação teórica da Psicanálise como "metafísica" e não "empirista". Tínhamos acabado de sair das "garras" da "metafísica" propagada às mentes através do cristianismo durante a idade média até o Sol brilhar novamente com o Iluminismo e a Renascença. Avançamos cientificamente com a "filosofia empírica" e as ciências naturais com a "fisiologia" tentando entender a mente humana pra daí surgir a "psicologia" como ciência, aí vem Freud e resgata a "metafísica" em sua teoria através das "pulsões sexuais". Entendam que essa questão da sexualidade e suas "pulsões/desejos" foram utilizadas pela metafísica platônica na idade média para controlar e dominar culturas com a Inquisição espalhando o “terror” por onde passava. Nietzsche bem sabe disso. Daí o "Iluminismo" pós "idade média" com o fim da "metafísica" e o surgimento da "ciência". Então Freud resgata esse tema da "sexualidade", ou seja, ele resgata a "metafísica" e introduz o "conceito" através do método "filosófico empirista" sobre o tema que ninguém nunca tinha feito dando um caráter "científico" a sua “metafísica”. Por isso que a Psicanálise não é uma "metafísica" propriamente dita, mas uma "metapsicologia" que acaba dando no mesmo. Metapsicologia é Metafísica aplicada por um método científico como modelo clínico. Freud não era nenhum inocente que não sabia o que estava fazendo quando resolve resgatar um poder como esse já vivido no passado. Imagina esse poder numa sociedade moderna, industrial e bélica? Com o poder da "metapsicologia" em mãos tinha que surgir algo como o Nazismo, era inevitável. 
Nossa sexualidade é universal então não foi difícil para Freud encontrar elementos que se encaixassem perfeitamente em sua construção teórica de forma a trazer credibilidade científica. Mas a "ciência" da época já estava vacinada contra a "metafísica" e logo a Psicanálise foi desacreditada e vista como não científica. Mas Freud acreditou na sua força enquanto controle e dominação de raças, tanto é que sabemos da sua célebre frase ao chegar nos EUA - "Eles não sabem que trago a 'peste'.". Que "peste" é essa? A "metafísica" agora transformada em "metapsicologia" que iria colocar todo o século XX nas trevas com o controle mental em massa através de novas tecnologias de comunicação. E foi o que aconteceu. Em “Moises e o Monoteísmo” ele afirma ser o novo messias que iria conduzir o “povo judeu” de volta a Israel (Jacob Pinheiro). E de fato vimos o povo judeu ganhar direito sobre Israel depois da 2º guerra e que se transformou em “Terrorismo” nos dias atuais. Mas o fato curioso é que tudo isso advém da “metafísica”, por isso chamam de “Guerra Santa” – em nome do controle e poder sobre os corpos das massas através da mente. Sem dúvida alguma o século XX foi o século metapsicológico por excelência dando origem a uma Matrix. 

A origem da “psicologia experimental” parte do corpo para se chegar à mente enquanto a “metapsicologia” parte da mente para controlar o corpo – daí o conceito de “couraças” em Reich e a respiração como forma de quebrá-las e libertar a mente. Liberar o “fluxo orgástico” para libertar a mente da “metapsicologia”, libertando-nos das representações nuclear da família que nos prendem mentalmente através da culpa de um incesto “metapsicológico”. Com a “função do orgasmo” atingimos o amor onde todos somos irmãos e o “incesto” não mais existe como representação mental de uma origem perdida lá em “Totem e Tabu”, mas onde o corpo se encontra agora – no presente – e suas leis sociais. É o fim da Metafísica.

Nesse sentido não vejo as “couraças” como estrutura. Até vejo, mas como estrutura da “família nuclear” e sua forma de manter a “tradição”, de manter as “couraças”. É quando você questiona os nossos sobrenomes. Eles são “couraças” por isso a dificuldade de deixa-los pra trás. Por isso que você ver Reich partindo sempre de Freud até chegar na “superposição cósmica” e deixar de uma vez por todas a “metapsicologia”.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

PSICOLOGIA DE UMA VISÃO CRIADORA

Quando descobri recentemente o livro: "Arte e Percepção Visual - uma psicologia da visão criadora", fundamentado na Gestalt Psicologia, percebi que toda minha criação tinha a ver com esse conceito. Corri pra estudar Gestalt e entender melhor ainda meu processo de criação. Foi quando me deparei com a "História da Psicologia" e seus métodos científicos tendo a Gestalt bem ali no seu comecinho. A nossa Psicologia surge através da “filosofia empírica” e seu método “experimental”, tendo na Gestalt sua maior força de atuação por se tratar da percepção do “todo” em relação às “partes” para encontrar as respostas dos problemas. O conceito de “psicoterapia de grupo” advém da Gestalt Psicologia. É importante frisar que a "Gestalt-Terapia" nada tem a ver com "Gestalt Psicologia". Digo isso porque na faculdade temos a cadeira de “Gestalt-Terapia” e não de “Gestalt Psicologia” como deveria ser, por isso a Gestalt passa despercebida. Toda sua colocação sobre a composição do meu trabalho fotográfico encontra-se na Gestalt, com isso podemos trabalhar percepção, criatividade e estética através da fotografia, artes plásticas e geometria. A “respiração” entra também como ferramenta de percepção por atuar no “foco” mental, cabendo à Gestalt trazer o conceito de “holismo” para a ciência a partir da percepção do “todo” em detrimento às “partes”. Li coisas sobre “semiótica” e até encontrei o termo científico para o que estava fazendo com as imagens, chama-se “Anamorfoses Cronotrópicas ou A Quarta Dimensão da Imagem”, mas não consegui encontrar nada tão completo quanto o conceito da Gestalt para definir meu trabalho, principalmente em termos estético.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

TRATADO DE NOMADOLOGIA

Viajar é cognição pura pelo simples fato empírico da experiência. Logo vem a minha cabeça a “psicologia experimental” como forma de adquirir resultados em relação às ideias. Rafael Incao acreditou que poderia viver de viagens, lançou mão das ferramentas e começou a experimentar em relação ao que havia planejado. É como criar uma tese e ir a campo com as ferramentas testar até a ideia encontrar o fluxo natural do negócio. O que eu começo a perceber é que vivemos num novo capitalismo – o capitalismo virtual - que é onde circula o fluxo de dinheiro, ideias e matéria, todos juntos a criar um mundo de sonhos para quem tem o conhecimento, as ferramentas e as ideias. As melhores ideias ganham destaque dentro do fluxo que alimenta toda a cadeia do capital virtual criando realidades. Os alquimistas chegaram e nós ainda estamos despertando para isso... Lembro que li algo dessa natureza por volta de 2002, dizia que o emprego como o conhecemos hoje vai acabar e que agora as pessoas iriam empreender seu próprio negócio. Até usei isso na época pra me defender da pressão de ter que arrumar um emprego. Mas eu só usei esse argumento porque já sentia a brisa do futuro enquanto criava as bases do Ciclotron como um negócio, um produto criado pela filosofia empírica da nossa “psicologia experimental” que tem como objetivo despertar a consciência ótica e entrar nesse fluxo natural da matéria para quem desejar. Nós estamos onde queremos está, não tenho dúvida disso. Cada um tem seu momento, sua hora, seu tempo, nossas desculpas para “abrir os olhos” e entrar nesse mundo mágico dos Alquimistas – antes que seja tarde.